quarta-feira, 25 de março de 2009

Gostosuras ou Travessuras?

Tudo começou com uma troca de olhares.
Dos olhares passaram para os sorrisos.
Dos sorrisos passaram para conversas e pequenos flertes.
Dos pequenos flertes passaram para uma forma de se esbarrarem mais vezes nas ruas.
Quando viram, já sentiam falta das conversas; de poderem sorrir um para o outro e de possivelmente não se encontrarem mais tão facilmente, pois ela estava para viajar e sair do local que era ponto certo de encontro dos dois.
E-mails eram trocados; a necessidade de se encontrarem crescia e um dia foi ele que entrou de férias.
Ah! Como era interessante ver os flertes aumentando entre ambos. Como era excitante ver o desejo e a lascívia aflorando e beirando à loucura que consumia suas mentes.
Então veio a oportunidade...
Como crianças marcaram uma saída e "brincando" de polícia e ladrão, eles, como os ladrões que precisavam escapar do policiamento, saíram; escaparam; fugiram da realidade que os mantinham afastados.
Nervosismo; risos; confissões à parte os levaram para um local mais isolado dos olhos que os denunciariam.
As pernas começaram a entrelaçar, os corpos a se aproximar e os lábios moldavam-se em sorrisos das travessuras que se iniciavam.
O coração descompassado e mais uma fuga era necessária.
Se separavam para se encontrarem no local onde tudo estava acertado.
Ele ofegante e olhando para os lados, confirmando que não seriam flagrados e ela peralta, sorrindo e adentrando no apartamento invadido.
Bebidas, quarto e logo os corpos estavam colados.
A respiração se descompassando, enquanto as mãos de ambos exploravam.
Blusas arrancadas; dentes arranhando as peles sem marcá-las; arrepios à parte.
Ele deslizando as pontas dos dedos às costas desnudas dela e ela deslizando os lábios ao tórax dele.
Puxar de corpo, quadris encaixados, para que apressar a travessura que estava sendo explorada.
Botões abertos; zíperes abaixados; quadris encaixados.
Huuummm! Que delícia era vê-la naquele rebolado calmo e sinuoso, enquanto ele a masturbava ao clitóris e deslizava em carícias nos seios sua outra mão.
A fome aumentava e os lábios dela passearam, buscaram o sexo teso do parceiro de travessuras.
Língua que serpenteia, acaricia até a boca se moldar nas promessas de seus desejos.
Peles que se eriçavam; calças que eram arrancadas e corpo que deslizava sobre ele em uma carícia delongada.
Mais rebolares, mais carícias suaves e o corpo de ambos não agüentavam mais.
Precauções eram tomadas para que a travessura durasse e não fosse esquecida.
Então ele age...
Deslizava seu corpo para dentro dela, começando suave, pois não tinha pressa.
Movimentos ritmados que buscaram não machucá-la e tão pouco estragar aquela madrugada.
Costas à cama; pernas aos ombros; pernas que o puxavam.
Costas à cama; rebolados mais longos; rebolados ritmados; rebolados mais intensos; rebolados que "não acabavam".
Trocas de lados; deitados de lados; ficando de quatro e eles buscavam.
Buscavam prolongar o ato; procuravam deixar marcas à alma e a mente; tudo carinhosamente.
A madrugada corria e as cotovias tentavam alertá-los.
- Não conseguirei segurar mais! -Murmurou o parceiro da travessura.
E sussurrando laguidamente ela murmurou:
- Goza em meu nome. Goze por mim.
E ele recitou o nome dela, em sussurros baixos do gozo intenso de um sonho do qual não queria despertar.
Gozou trêmulo, em espasmo, murmurando baixinho o pedido de perdão por não ter conseguido se segurar mais. Abraçava-a pedindo desculpas enquanto o céu começava a ganhar tons mais claros.
Ela o abraçava, sentindo a pele, sentindo aquele aroma que levaria grudado ao corpo.
- Eu não queria que você fosse embora agora. Queria poder acordar e ver-me abraçado ao teu corpo. Acordar ao teu lado - Confessou a ela.
- Eu também gostaria, mas não podemos ser flagrados. - Confessou a ele, sorrindo de modo fraco.
Com um beijo de despedida e a saída silenciosa de uma gatuna, ela ainda pode escutar aquela voz que a faria relembrar daquela noite de "gostosuras e travessuras".
- Bom dia, Abyss!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

A segunda caída - segunda parte

O sol adentrava o vidro da janela e os dois ainda tentávamos recuperar o fôlego, quando minhas mãos começaram a percorrer-lhe a pele sedosa, úmida de suor e êxtase. Sentia aqueles seios às pontas dos dedos e da língua, percorrendo a aspereza rígida de corais róseos e fechando os lábios ao redor dos mamilos, sugando com ares de criança faminta. Ela me acolhia em um abraço intenso e meus toques a envolviam, indo sentir-lhe as costas. Tinha asas, ela também, e sentia todo o corpo arrepiar-se, ao que eu acariciava aquelas penas cinzentas. Sorria para mim com jeito de descoberta e eu tomava fôlego, antes de falar-lhe baixo.

- Vem... levanta.

Erguia-me e a puxava pelos pulsos, o meu corpo tomando o seu em um abraço mais liberto que aquele ao chão. Sentia-a ainda vibrando, e podia ver aquele rosto corado, os lábios carnudos ainda puxando o ar de forma sôfrega. Um sobressalto, quando minhas mãos lhe foram tocar por cima das costas, percorrendo-as com as palmas abertas. Aquele toque que mal se deixava sentir, fazendo-se mais intenso que a pegada mais violenta poderia ser, contra os nervos acesos sob a pele dela. Meus lábios demoravam-se tocando-lhe o ombro, roçando em um deslizar calmo, deixando minha respiração também se fazer em carícias. Nosso cheiro ali era suor, sexo, gozo... O aroma de prazer, nos preenchendo as narinas.

A virava de costas para mim e abria-lhe os braços, pousando um beijo suave logo abaixo da nuca, percorrendo as laterais daquele corpo com os dedos. Suspirava com um jeito lascivo, gemendo baixinho como se decidida a provocar-me mais. Suas curvas me divertiam as mãos enquanto parecia se deixar embalar por alguma música, em um rebolado bem suave, envolvente. Deixava meus lábios subirem e descerem bem devagar, sentindo-lhe os poros arrepiarem. Fechava meus olhos, sentindo as carícias macias daquelas asas, enquanto iam se abrindo e buscando-me. Beijava-as, respirando fundo e retomando o controle de meu corpo. Deslizava carícias por entre suas penas e sentia-me perder nas sensações de prazer que elas vibravam para as minhas. Encorajando-as a se abrirem como por tantas eras não se permitiam.

- Sinta-as... Finalmente libertas de tudo. Finalmente plenas.
- L-Lucifer. Elas abrem-se para ti.

Eu não conseguia evitar o sorriso. A voz macia aos meus ouvidos se tornando novos gemidos, quando mordia aquela nuca. Um suspiro delongado e podia sentir-lhe as nádegas roçando meus quadris, naquele rebolado delicioso. O sangue voltava a enrijecer-me e o roçar se tornava cada vez mais intenso. Virava o rosto, voltando-me aqueles olhos que brilhavam em excitação, por entre os cachos negros. Os dois ali, nus, asas abertas e os corpos bailando. Demorava-me em fazê-la sentir mais arrepios, às carícias que pareciam estender-se para além de suas costas. Um novo abraço, de súbito, agarrando-lhe os seios com firmeza, por trás, acariciando-os com a vontade daquela fome imensurável.

- Fecha os olhos que você sempre conheceu. Abre novos.

Ela respirava mais fundo, ali, embalando-me naquela dança lasciva, minhas mãos naquele tomar dos seios, provocando os mamilos, sentindo os arrepios e deliciando-me em gemidos cada vez mais demorados. Eu, rijo e ainda todo melado de nosso prazer, escorregava por entre aquelas nádegas, misto de provocação e ameaça, sentindo-a tremer em antecipação. Encaixava-me no meio daquelas coxas e roçava, teso, à entrada daqueles lábios que ainda escorriam tanto. Meu desejo encontrava um suspiro quase de súplica e não mais me continha. Apertava mais forte um seio enquanto agarrava-lhe os cabelos, à nuca, empurrando seu corpo por cima de uma mesa, fazendo ela empinar aquela bunda roliça à minha direção. Excitada, ansiosa, ela abria um pouco as pernas, os dedos provocando-me ao expor aquela boceta lisa, depilada, melada. Me olhava por sobre o ombro, com jeito quase de moleca, corpo tão entregue.

A invadia de novo, agora ainda mais forte, sentindo ela estremecer e ouvindo um murmúrio de prazer que assomava-se à respiração acelerando. Em um abraço aos quadris deixava os dedos tocarem seu clitóris, acariciando-o por entre eles e sentindo meu pau a abrir mais em cada estocada. A outra mão agarrava-lhe à cintura e naquele puxar firme ela sentia os seios deslizando pela mesa. Me engolia, encharcada e tão quente, naquele misto de gozo, suor e dor. Ela jogava o corpo em direção ao meu, fazendo-me ir mais fundo que da primeira vez, agora. Os gemidos tornavam-se gritos de prazer, quando eu me sentia quase rasgando-a, tão firme e fundo naquela xana.

- Sente o meu calor? – ela sussurrava, sôfrega, enquanto se abria ainda mais e cravava as unhas em minha cintura, me puxando como se quisesse-me todo, ali dentro. Chamas ardiam naqueles olhos escuros e eu me deixava perder o controle, os dedos melados daqueles lábios deixando-me provar daquele néctar que sentia escorrer e melar-me, cálido. Tomava aos lábios o mesmo prazer que meu pau arrancava daquela boceta, que ouvia explodir dela em gemidos e gritos cada vez mais fortes. Envolto no gozo que a fazia estremecer. Uma sinfonia de sentidos. - P-posso gozar?

Ela estremecia em minhas mãos, tentando respirar fundo quando o ar lhe faltava, deixando-se levar pelas ondas daquele prazer, que tomavam-na sob a pele. Pulsava forte, apertando-me dentro dela, eu não parava de meter tão forte e puxá-la pra mim. Podia vê-la salivar por sobre aquela mesa, completamente entregue, balbuciando agradecimentos quase inaudíveis, mas sem parar de rebolar e gemer tão gostoso, sob mim. Eu a puxava para fora da mesa e ela sentia meu pau ainda tão firme a fodê-la com força, em meio àquele novo abraço. Corpos suados deslizando uma vez mais, aquelas asas cinzentas tão abertas. Misturando suas penas às minhas, alvas. Me pedia mais, inclinando-se de novo para a frente, apoiando as mãos às próprias pernas, agora.

- Eu nunca... fiquei nessa posição antes... Milorde. – Ofegava e me sorria, devassa, tão aberta, naquele jeito que acabara de descobrir. Por um momento, vi-a como se prestes a alçar vôo, as asas erguendo-se com jeito quase de ameaça. Agarrava-lhe as nádegas com firmeza, puxando-a toda pra mim. Seu gozo e prazer escorriam por nossas pernas e ali, em uma entrega que nenhum dos dois havia experimentado, começava a gritar, impalando-se no meu sexo teso. A cada estocada nossos quadris batiam com força e a cada batida ela gemia ainda mais alto, voltando a gritar. - É bom. Bom demais, Senhor.

Me deixava abri-la sem qualquer pudor e meus instintos me tomavam de assalto. A respiração tentava encontrar mais ar, o corpo ardia no calor daquela boceta e do meu próprio sangue. Deslizava dentro dela e nossos gemidos uniam-se como se em desafio às paredes que tentavam contê-los. Explodíamos juntos, em um gozo que estremecia a ambos, agora. Rebuscava o ar, puxando-a por trás em um novo abraço, erguendo-a.

- Obrigada, Milorde...

Beijava-lhe a nuca e ela suspirava, com um jeito cansado, tão manhoso. Gemia baixinho, quando meu sexo escorregava para fora dela e repentinamente os dois abríamos um mesmo sorriso lascivo.

Uma empregada do prédio em frente podia finalmente voltar a varrer a varanda.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A segunda caída - primeira parte

"Dez horas da manhã, não esqueça. A gente não vai ter muito tempo, por conta das famílias. A gente se encontra lá." A tela do celular marcava 10h20 e eu o fechava de novo, após ler a mensagem: 'já estou a caminho, me espera na praça, mesmo, que a gente se vê logo.' Não dava pra reclamar, eu também me havia atrasado, mil contratempos. Não queriam que nos encontrássemos, eu já sabia disso. Mas nem todos os empecilhos impediriam aquilo por mais um dia. Estava quente, o mormaço de um céu cinzento castigava o concreto enquanto eu me deixava refugiar à sombra dos ramos de uma árvore baixa, a um canteiro árido.

A esperava onde me dissera para fazê-lo, quando finalmente desembarcou. As fotos lhe faziam pouca justiça, vinha em uma sandália alta, minissaia creme e blusa preta, deixando o suficiente à mostra para instigar-me a querer ver ainda mais. Um olhar, por cima daquele sorriso cheio de malícia, que só me encorajaria ao que eu já estava decidido a fazer, assim que a visse. Tomei aqueles lábios macios e vermelhos em um beijo, sem qualquer palavra dita, um braço tomando-lhe o corpo, contra o meu, o outro deixando a mão agarrar-lhe os cabelos, dedos por entre cachos negros. Esse primeiro toque não teve tempo definido, durou o quanto tinha que durar, entre o deslizar de bocas e a troca de lembranças.

De um relance, pude vê-la inteira, as pernas longas, os seios tentando escapar à roupa, um olhar malicioso. Aqueles olhos brilhavam, eu me deliciava em vê-la querer cada novo beijo, quando parávamos. Os passos até o metrô demoravam mais do que deveriam, por conta dos desejos aflorando a cada esquina, a cada sinal fechado. Já a caminho, por sob as ruas, cada novo abraço se tornava quase uma dança. Não havia repulsa às pessoas em volta, era curioso... nossa luxúria exalava das asas dela e parecia espalhar-se em feromônios. À plataforma vazia, os poucos mortais aproximavam-se, curiosos... espelhando toda aquela ansiedade de nossos corpos, do rebolar dela enroscando nossas pernas. Dos beijos demorados, de minha mão acariciando-lhe o seio por sobre a roupa, sem qualquer pudor.

Os dois suávamos de ansiedade, caminhando após deixar as escadarias e os trens para trás. Em palavras, os dois nos íamos descobrindo. Podia sentir-lhe as asas, tímidas receando surgir, ante a presença das minhas. O elevador. Tão próximos... a câmera parecia ser a única coisa a nos conter, as roupas eram barreira fina demais para aquela excitação. Tocava-me por sobre o tecido, sentia meu sexo rijo, pulsando em antecipação. Atravessar aquela porta foi como mergulhar num oásis, o mundo árido do tolo puritanismo soprando, trancado atrás da porta, enquanto nos fazíamos um turbilhão de toques e sobressaltos. A primeira parede aconchegava-lhe as costas com um baque surdo, minhas asas abriam-se de súbito, tão alvas, por sobre nós. Tornava aquele lugar nosso, impenetrável. Armava-me em lábios, presas, unhas e dedos, devorando-a em beijos, toques, agarrando-a em insinuações e demandas, tomando-a. Minha, como sempre soubera ser.

Em meio aos beijos, uma mão percorria-lhe a coxa grossa, insinuando-se por sob a saia enquanto os lábios sentiam aquele pescoço macio, tão entregue, vulnerável. Arrancava-lhe suspiros descompassados, deixando um seio fugir-lhe ao decote para sentir minha língua. Rodeava aquele mamilo rijo, a pele enrugada arrepiando-se ainda mais, sugava-o com fome, meus dedos provocando-a por sobre a calcinha, antes de deslizarem por sob o elástico, provocando-a, melando-se na sua excitação e no sangue menstrual, o cheiro forte começando a tomar o local, delicioso, instigando-me cada vez mais. Sentia os toques ansiosos dela, ia tirando-me a roupa, brigava com o cinto, meu corpo e minhas asas agradecendo a liberdade, já sem a camiseta, ela acariciando-me o peito, descendo pelo abdômen, mais uma vez dançando em meio a um abraço lascivo.

Quase impaciente, eu mesmo cuidava do cinto e da calça, chutando os sapatos longe, por baixo da cueca preta o volume já tão pronunciado. Ela tocava-o ávidamente, agachando-se à minha frente enquanto o livrava, sorrindo com aquele ar de súcubo e olhando-me pelos cantos dos olhos, antes de abrir aqueles lábios úmidos e convidativos, engolindo-me com aquele jeito quase infante, tão travesso. Podia sentir a língua deslizando por toda a extensão, enquanto a cabeça movia-se, uma mão minha àqueles cabelos, os dedos fechando-se. Começava a foder aquela boca, a vontade tomando-me, além do suportável, eu já respirava forte, gemendo baixo quando ela se demorava com a língua à cabeça grossa. Esforçava-se em engolir toda a extensão dele.

Puxava aqueles cabelos, levantando-a, virava-a de costas pra mim, provando de sua pele às costas, subindo-lhe a roupa e logo arrancando a blusa, o sutiã, abrindo o zíper da minissaia enquanto meus lábios iam descobrindo seu corpo, mãos deslizando toques enquanto desnudavam-na completamente. Um abraço repentino, meu sexo roçava por entre as nádegas, deslizava-lhe, melado, pelas coxas, roçava a boceta melada de sangue, encharcada de ansiedade. Ela escorria por mim, rebolava contra meu pau duro, fazendo-o pulsar mais, a respiração de ambos perdendo o controle.

- Me deixa sentir... faz tanto tempo. Entra em mim.
- Faz eras, não? Ansiosa, caída?
- Mete, meu Lorde... meu Senhor.

Puxava-a contra mim, empurrando o corpo pra frente, fazendo-a se inclinar empinando melhor a bunda, deliciosa. Não resistia a um tapa, firme, antes de firmar as mãos àquela cintura, puxando-a sobre meu pau. Abrindo aquela boceta com tanta vontade que fazia-a gritar, sentindo minha carne tomar-lhe o corpo. Os dois pulsavam naquela mesma vibração enquanto eu rasgava seu corpo, arrancando aqueles gemidos tão gostosos em cada estocada. Puxando-a pra mim, aberta. A puta rebolava no meu cacete, a voz deliciosa clamando meu nome, entregando todo aquele prazer a mim, enquanto os gemidos mesclavam-se à minha respiração, grunhindo com cada metida mais forte. Queria abri-la, completamente.

- Vai implorar... pra gozar... ouviu? Clamar o meu... nome.
- S-sim.... ahnnnn... sim, s-senhor.

A agarrava com mais força, as mãos dela por vezes perdendo o apoio, à parede. Gemia cada vez mais forte, sentia-me pulsar, tão grosso, dentro dela. Eu podia ver meu sexo, todo melado de sangue, de boceta... gemia, implorando-me o direito ao gozo. O corpo todo tremia, vibrava, uma mão percorria-lhe a pele, agarrando um seio, puxando-a com ainda mais firmeza, para mim. As estocadas se tornando mais compassadas, mais fortes. Sentia a resistência, sentia aquele corpo cedendo, me deixando ir ainda mais fundo enquanto presenteava-lhe um clímax tão intenso. Deixava-a gozar e sentia aquela xana pulsando, como se quisesse engolir todo o meu pau, escorrendo ainda mais, melando-lhe as coxas. Não parando aquela dança, aquele rebolar.

Um puxão aos cabelos e mordia-lhe o ombro, meu sexo escorregando pra fora dela, quando puxava-lhe da parede e a ordem saía na voz tão grossa, tentando respirar mais fundo: "Deita... abre ela pra mim... e implora por mais." Seus olhos vibravam, a luxúria tomava-lhe o olhar quando deixava-se ficar de costas sobre o chão, eu abrindo-lhe as pernas, sua voz ansiosa, arfando, implorando pelo pau ainda em riste, ainda na antecipação ao gozo. Deitava-me àquele corpo e a súcubo abria os braços, deliciosamente, sentindo-me impalá-la, ao chão, tomando uma vez mais seu sexo. Fodia aquela boceta quente e enlouquecia de tesão, ao vê-la. Uma crucificação profana. Ofertava-me seus seios como a redenção, gemendo cada vez mais alto, incontida, sentindo-me violá-la uma vez mais. Braços, como as asas, abertos, os olhos inflamados no seu elemento, a respiração alterada.

Era puta, mulher, anjo e salvadora. Era redenção no pecado e eu a tomava para mim, como se do mais belo cálice. Despertava a caída, aquela que já fora a fertilidade e fazia-se luxúria. E pela janela de vidro daquele apartamento, à altura de nossos olhos, uma igreja. Mais uma vez me implorava pra gozar, clamava meu nome... aos olhos do Pai. E eu me juntava a ela, naquele espetáculo profano, insano. Explodindo em gozo àquele corpo, banhando-a em meu suor.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Plantão de Sexta feira

Sexta feira e mais um plantão, Sara já não agüenta mais ser escalada para trabalhar toda a sexta à noite.

Mas essa seria diferente pensa ela. Estava cansada de tudo. Do trabalho, do marido, das contas, dos parentes, até mesmo do motorista do ônibus que ela estava.

Chegou ao hospital, vestiu seu uniforme, assinou o ponto e foi até o almoxarifado. A ultima coisa que ela queria era trabalhar aquela madrugada.

Tamanha foi sua surpresa ao encontrar uma caixa de camisinhas. Não teve outra reação, enfiou um punhado no bolso e saiu, falou à amiga que iria comer algo e já voltava.

Foi até o ponto de ônibus mais próximo, somente com sua carteira e com seu uniforme de trabalho, branco. Desceu em outra cidade. Entrou num bar. Sentou no balcão e pediu um refrigerante. O garçom riu do pedido.

- Estou em horário de trabalho – responde Sara piscando o olho. Na verdade ela não bebia, e nem fazia idéia do que estaria fazendo num bar.

Depois de dois goles de sua “bebida”, Sara encontra dois rapazes torcendo pelo Brasil num amistoso. “tinha jogo hoje?” pensa ela sem saber.

Um moreno elegante e bem vestido e o outro um rapaz branco e alto, um pouco desleixado e magrelo.

- Brasil contra? – pergunta a enfermeira se aproximando dos rapazes.

- Líbia – o rapaz branco responde sem olhar para ela.

- O Brasil perde! – Sara cai na gargalhada.

- E pode me dizer por que acha isso? – pergunta o moreno.

- Intuição feminina...

Agora são os dois que gargalham.

- Estou falando sério, aposto o que quiserem – Sara agora está no meio dos dois. Cabelos escuros presos num coque. Pele alva e um perfume que lembra morango, fazendo o moreno respirar fundo quando ela passa próxima a ele.

- Iria para a cama com um de nós? – Pergunta o moreno sorrindo.

- Se o Brasil ganhar? Vou até com os dois! – gargalha Sara.

- Combinado! Meu nome é Carlos e o seu?

- Sara.

- E se perder o que vamos apostar? – preocupa-se o rapaz branco.

- Ai eu escolho – Sorri Sara.

- Certo... Eu sou Valter. – o jovem branco estende a mão para Sara, visivelmente tímido.

O jogo corre e o Brasil está em vantagem. Carlos, mais atirado coloca a mão em uma das coxas de Sara. Que olha para ele com um risinho. Ele percebendo a deixa corre os dedos por entre as pernas dela. E ela joga a cabeça para trás, fechando os olhos.

Valter acostumado a ver seu amigo levando todas, se afasta um pouco, mas Sara percebe e vira-se para ele, roçando a perna na dele. Deixando assim caminho aberto para o passeio da mão de Carlos. Valter continua arredio quando Sara desliza a mão por suas costas subindo até o pescoço. Ela o puxa para si e beija-o na boca, mostrando o quanto estava gostando das caricias que o seu amigo lhe fazia.

Logo após beijar Valter, Sara beija Carlos, o que faz os três se abraçarem.

- Estamos num bar – Lembra Valter.

- Vamos a um hotel.

Os três pagam a conta levanto mais duas garrafas de cerveja. E combinam que como Carlos é o mais baixo será o que ficará escondido no banco de trás do carro no momento de entrarem no hotel.

Assim que entraram no quarto os dois partiram para cima de Sara, ela ávida vai em busca do membro pulsante dos dois. Os encontra rijos e prontos para ação. Revezando entre uma boca e outra ela está sedenta de desejo.

Carlos retira o jaleco dela, enquanto Valter mordisca o pescoço roçando por trás. Ela rindo mostra o monte de camisinha que trouxe, eles se assustam.

- Sou enfermeira – ela ri.

Rapidamente os seios de Sara estão para fora de seu sutiã branco. Enquanto Carlos chupa um, Valter caricia o outro ainda a beijando nas costas.

Valter desce os beijos e retira a calça branca que ela estava. Deixando a mostra nádegas bem torneada com uma calçinha branca minúscula, que entrava totalmente onde ele agora pousou sua língua. Carlos não se contém e retira aquele tecido branco.

Sara se joga sobre a cama. Carlos afoito abocanhou seu sexo molhado. Valter tirou seu membro pulsante para fora e colocou próxima a boca de Sara. Ela chupou com voracidade enquanto ele brincava com o dedo em seu anus.

Não tardou o primeiro orgasmo de Sara. Carlos assim que sentiu na sua boca todo aquele liquido, retirou seu membro para fora, Sara ficou de quatro apoios em busca de colocar a boca naquele membro moreno. Ficando assim totalmente empinada na direção de Valter, que deliciou-se ao mesmo tempo que beijava a vagina de sara e não tirava do dedo de seu anus. Ela se contorcia. Ele mirou e entrou com violência. Ela deu um grito de prazer. Ia e voltava com força dentro daquela poça que estava o sexo dela. Totalmente molhada.

- quero também – sussurrou Carlos deitando sobre a cama.

Sara subiu em cima dele, encaixando o membro moreno no seu sexo molhado. Valter não perdeu tempo. Introduziu delicadamente o seu membro mais claro no que ele tanto queria: o anus de Sara. Não tardou para ela está completamente devorada por dois, totalmente dentro dela. No mesmo ritmo, enquanto um subia o outro descia. Carlos não tirava a mão de seu clitóris mantendo assim ela cada vez mais louca de desejo. Valter entrava e saia com força. Beijando o pescoço dela e dizendo:

- Que rabo gostoso...

Assim mais um orgasmo chegou para a enfermeira. Trêmula ela fica com a respiração ofegante no meio dos dois que pareciam querer mais.

- Quero seu rabo – falou Carlos.

Então ela retirou da sua vagina e introduziu em seu anus, mantendo-se por cima dele, arqueada para trás, deitada sobre ele. Valter troca de preservativo e penetra por cima, fazendo assim Sara ter todo o membro moreno dentro de si, enquanto o branco entrava e saía com violência. Sentindo que estava perto do clímax, Valter retira seu membro de dentro de Sara e se põem a chupar o clitóris dela, enquanto Carlos a faz subir e descer com. Valter não tira a boca um minuto sequer, fazendo assim Sara gritar de prazer. Os gritos dela o deixam cada vez mais louco. Ele retira o preservativo logo após lamber todo o novo orgasmo que saia de sara.

Ela se põe de quatro novamente enquanto Carlos troca o preservativo. Sara se delicia ao sugar o membro de Valter enquanto Carlos a devora na sua posição favorita.

Valter não consegue segurar e solta seu jato quente dentro da boca de Sara, que bebe tudo satisfeita. E logo se vira para Carlos mostrando que ele já pode deixar de segurar e dar o que ela quer, também dentro de sua boca.

Sara levanta com as pernas trêmulas, e os dois jogados na cama. Pega a cerveja, já quente a essa altura, e entrega aos dois.

- Não vai beber?

- Estou de plantão... E em falar nisso já está quase na hora da minha saída. – sara veste-se e se despede com um beijo na boca de cada um – Muito obrigada pelo melhor plantão que eu já tive.

Volta ao hospital com um grande sorriso. Realmente fora o melhor plantão.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

O Professor

Foi à aula como a qualquer outro dia, sentou-se entediada na carteira do canto na última fileira e pôs-se a devanear em tédio. Já previa a agonizantemente pacata aula do primeiro horário. Pois que não o ocorreu e entrou a coordenadora a avisar que a professora faltara e em seu lugar daria a aula um substituto. Entrou um homem de cabelo curto em que os fios alternavam entre preto e grisalho, uma altura monumental que torreava sobre os alunos sarcásticos do segundo grau, uma boca carnuda e grossa, a barba por fazer e olhos azuis de uma eterna piscina. Trajava roupas leves e folgadas, mas via-se leves traços de sua perfeição física. Levantou sua cabeça de seu estado de inércia e captou o olhar de tal homem; por uma fração de segundo soube dos mais íntimos e obscuros desejos do professor na profundeza de seus olhos, e o desejou. Passou o resto da manhã fixada no professor e naquelas mãos fortes e poderosas encoleiradas por uma aliança de ouro.
Ao fim do dia esperou ansiosamente à porta das salas dos professores até que todos haviam partido, menos um.
- Professor, - começou em sua meiga voz de menina, - se o senhor não estiver muito ocupado, pode me ajudar na sua matéria de ainda hoje?
E sem esperar resposta, encostou a porta e apoiou-se na mesa. Assustado, o homem afastou-se daquele corpo estonteante, lutando contra o desejo incontrolável de possuí-la. Andou delicadamente ao professor e sussurrou-lhe ao ouvido seu desejo a horas reprimido.
- Tenha-me agora, nesta mesa, juro não morder...muito. – E mordiscou-lhe o pescoço.
Entregue à luxúria de suas palavras, o professor atirou a menina à mesa e ferozmente arrancou-lhe aberta a blusa de botão; os belos e fartos seios da aluna saltaram por fora de seu minúsculo soutien, que mais pareciam servir para aumentar o seu já generoso tamanho. Eram brancos e macios com bicos rosados já enrijecidos de excitação. Soltou os cabelos longos e negros da aluna e com desespero abriu-lhe o zíper da calça, para descobrir que a colegial estava sem calçinha. Com o membro pulsando e a vontade sublime de ser possuída, levou a boca ofegante do professor à sua intimidade, a qual obedeceu prontamente e chupou a fruta. Contorcia-se freneticamente, a destreza com que a língua brincava com seu clitóris a fazia ofegante e cada vez mais desesperada pela penetração suma. As mãos do homem possuíam-lhe o corpo, apertando-a as nádegas macias e redondas, aproximando o quadril, siluetando a cintura e aproveitando maliciosamente de seus seios.
- Mais...! - Misturou aos gemidos; logo sentiu o penetrar de um dedo, depois dois, por fim, três. Já não resistia, estava molhada e tremia a cada vez que o mestre a aproximava para si. Com movimentos bruscos, a mão livre se divertia no corpo nu de recém feitos dezessete anos.
- Agora você me chupa, ninfeta. – Ordenou o professor abaixando a cabeça da aluna ao seu membro grande e ereto. Lambeu a ponta, seguiu por todo o pau e, por gula, consumiu todo o membro. Aumentou a velocidade do vai-e-vem de sua cabeça e sentia o membro enrijecido em sua garganta. Os dois corpos, nus estirados à mesa, acompanhando um movimento rápido e desordenado de mãos, bocas e quadris; excitada estava a menina e pediu ao seu mestre que a penetrasse antes que ele gozasse em sua boca.
Jogou-a contra a parede e com força brutal entrou no corpo incontrolável daquela ninfa. Com força e rapidez, entrava e saía do sexo molhado da colegial, sentia os lábios abertos e ansiosos pelo seu abuso. A boca entreaberta, apoiada no pescoço do professor, proferia palavras que o excitavam e aumentavam a brutalidade com que devorava aquele corpo. Gritava e gemia, virava os olhos e arranhava as costas de seu dominador. Estava molhada por inteiro e sentia o gozo sair-lhe do sexo. Gemeu com força estrondosa que pôde ser ouvida da rua. Sentiu o misturar de seu gozo com o do professor, este que a lambuzou em seu colo, seios e barriga. Fraquejou e manteve-se de pé apenas por estar entre a parede e aquele homem potente.
Suspirou ao vestir-se e sussurrou ao ouvido de seu pervertido professor antes de sair - Obrigada. – apenas.

sábado, 6 de dezembro de 2008

.:Vampiragem:.

Aaron estava encostado na lateral do carro distraído. Seus longos cabelos negros caiam por sobre o rosto perfeitamente, levado pelo vento. O conjunto fazia da cena quase que fotográfica. Carrie chegou do outro lado e o abraçou de repente. Ele retribuiu sorrindo; Enlaçou-a pela cintura percorrendo suas curvas por cima do couro de sua calça justa, com a voracidade impressa em cada milímetro do toque. Jogou a mulher dentro do veículo num misto de palor e violência irrestrita. Oh, como era adorável, apesar de dolorido! A moça caiu quase de costas, seu cabelo encobrindo o rosto juvenil. Aaron entrou no carro e, estando sobre ela, puxou mechas do cabelo para trazer a face para si, para dominar aquela jovem vampira, mais uma vez. Beijos quentes, uma circular sincronia entre as línguas, a mão que invadia suas calças. O cheiro típico do pecado. O revirar dos olhos típico da ânsia atroz. Então veio o revide, o cravar de unhas nas costas dele, por debaixo da velha regata de algodão, até o sangue escorrer...

O toque maciço das mãos dele despia sua roupa com delicadeza e emergência tais que, quando se deu conta, a moça já estava nua em pêlo pronta para liberar toda a carga massiva. Ele a chupou tanto e tão intercaladamente com o bruto inserir de dedos na vagina da imortal que o pedido silencioso pelo arrombamento era quase que uma súplica. O ritmo se tornava cada vez mais incandescente, de modo que ela era puro delírio, pura vontade, lascívia, tesão desmedida...

Ele sorriu ao ver aquela expressão no rosto de olhos cerrados, e era como se sua paixão fosse contagiante, ele sentia seu membro inflando, enrijecendo por dentro de sua cueca, sentia a virilidade crescer como uma ampla chama, espécie de aura completa. Carrie abriu o zíper da calça dele tremeluzente, pronta para tomar em suas mãos aquele martelo arfante, quando sentiu suas mãos serem lubrificadas. A ânsia era desesperadora, tanto que ele tratou de adentrá-la, com aquela estupidez habitual, o ritmo do entrar e sair, gradativamente mais veloz, mais incontrolável, mais insuportável, as cavalgadas fundas, que a faziam revirar os olhos, e o levavam a se contorcer desesperado.

Em tamanha comunhão de frenesis a bestialidade aflorou; ele deteve, por um instante, a movimentação acelerada, muito embora ainda se mantivesse dentro dela. Aproximando seus lábios daquele seio tão belo em sua singeleza abocanhou-o com toda a certeza de tratar-se de propriedade sua. Mordeu com afinco e sugou, sugou e sugou ao seu bel prazer e lambeu os resquícios, afinal não seria justo desperdiçar uma gota sequer daquele mágico fluido. Ele teve espasmos de prazer, enquanto ela, em similar volúpia sentia o arrepio formigante a percorrer-lhe a espinha, da nuca ao cóccix tudo culminando em um choque. Imobilidade em face do desespero, da fome, até que cravou suas presas no antebraço dele, que a bofeteou sem piedade:

-Sua vadia! Toma isso!

Com a raiva brilhando nos olhos ele a penetrava como que perfurando, enlouquecendo a ambos, ludibriando a tenra moral, dissolvida em cada seqüência ascendente de encontro de quadris. Ele arfava como um animal e, quando se deu o ápice dela, que não gritou, mas que, por puro impulso, novamente enterrou as unhas nele enquanto jogava o corpo para trás. Ele por sua vez, fumegava, tanto tanto que seu gozo foi uma explosão adimensional dentro daquele cálido receptáculo transbordante. Carrie vibrou dos pés a cabeça até perder as forças por completo, enquanto Aaron caiu por sobre ela, a abraçando. ..

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A cabine 275 - Henrick Kock a.k.a. Lord K

Havia chuva. Haviam gotas que respingavam a janela da cabine 275 e me lembravam o escorrer contínuo. Não posso deixar de soltar o ruído do sorriso ao lembrar do corpo delgado. Da textura da pele. O fechar dos olhos que parece transportar para uma nova realidade. Uma velha certeza vivida. O ruído dos trilhos do trem. Estava em uma viagem de negócios. E observava da minha cabine a paisagem do subir da serra. O verde que passava rápido naquele dodeskaden constante das engrenagens. O silêncio do ambiente entrecortado apenas pelo barulho do jornal a se dobrar e desdobrar. Como corpos cedendo ou lutando contra. Um menear de cabeça, e o som da fechadura que é forçada. Meus olhos seguem até a silhueta atrapalhada que entrava em minha cabine. E não era a minha cabine particular e pronta para apenas um? Um na ida... dois na volta. Eu deveria trazer minha nova flor. E ela permaneceu em seu ritual invasor sem dar-se conta de que estava acabando de entrar na gruta do tigre. Não fiz questão alguma de evitar o deslizar dos olhos pelo corpo que entrava ainda de costas segurando sua bagagem de mão. E então o virar. E pude contemplar uma beleza singular. Lábios finos, delicados e róseos, ocultos por um óculos de grau que lhe impunha um pouco mais de idade e seriedade do que ela realmente possuía. Cabelos negros que tombavam sobre os ombros, e um nariz altivo, daquele tipo ousado que acha que pode mandar em qualquer um.
- Ah.. desculpe eu achei que estava vazia. Não encontrei lugar em nenhuma outra, senhor. Se incomodaria se eu ficasse por aqui?
Voz. Deveria haver um tratado sobre vozes. A dela era macia, aveludada e doce. O tipo de voz que masturba a mente. Eu sorri. Claro que sorri, e num meneio de cabeça indiquei que sentasse. Ela o fez. Permaneceu em silêncio os primeiros 30 minutos de viagem. Pernas devidamente cruzadas em sua postura de secretária ou executiva? Vai saber. Uma flor. Uma rosa pronta para ser colhida. Deixei que meus olhos desviassem de minha interessante leitura para pousar em seus olhos, ainda que estivessem presos aos livros. E num tranco do trem, ela os ergueu encontrando com os meus. E um sorriso, foi ali que percebi a fraqueza, o titubear e o estremecer sutil. Ela pigarreou e evitou desviar os olhos dos meus por alguns segundos.
- Sobre o que lê?
Perguntei enquanto dobrava o jornal, colocando-o no suporte lateral da janela. Novo desconcerto, ela sequer esperava que aquele homem de gravata tão sério lhe fosse dirigir a palavra durante a viagem.
- Ahn.. um romance.. – sorriu novamente, e o ar austero retornava. Como se pensasse e quem ele pensa que é para vir julgar minha leitura?
O leve erguer da capa durante a resposta me permitia ver a ilustração. Sade. A vida nos reserva surpresas gloriosas.
- Sade.. – Ergui-me. Novo susto ao rosto altivo de pele que enrubescia, talvez por achar que em sua vontade de mostrar-se feminista e independente atraia para si um demente sexual. Talvez ela tenha acertado. Retirei de minha mala um exemplar e sentei ao lado dela. Os olhos puderam então ver a curva dos seios rijos que escapavam pelos botões abertos da camisa social branca. – Se quer ler.. leia “Les 120 journées de Sodome”.
A frase dita em um sussurrar sutil ao ouvido no exato momento em que o trem adentrava em um túnel. A escuridão,. A incerteza para ela se meus dedos estavam realmente a tocar-lhe os mamilos por dentro da blusa. O calor dos dedos. Da boca entreaberta a brincar ao pescoço.. ou a imaginação com os textos que já estava lendo? O gemer indicava a surpresa o estremecer da pele exibia a aceitação. O erguer-se de uma única vez derrubando livros mostrava a vontade de ser domada. A luz. O estado rubro do rosto. Meus olhos a desnudar aquele corpo com maestria. Ela havia gostado, embora o tabu implantado na infância a fizesse negar veementemente o melar entre as pernas. Ajeitava os óculos. E afastou-se para o outro lado. Uma rosa. Com todos os espinhos que sua natureza possuía.
- Mantenha-se longe! Vou chamar a segurança!
Ergui-me novamente, mantendo-me seguro ao suporte da janela. Quantas vezes eu já tinha feito aquela viagem? Tantas que perdi a conta, e para ela o novo susto. Novo baque e o corpo que vinha para frente em busca de sustentação. Novo túnel. Um grito. Um grito abafado pelo gemido que vinha em seguida quando os botões da camisa romperam. O ruído dos livros que caiam ao chão. O cheiro do cabelo daquela mulher. Mulheres perfumadas são notavelmente irresistível a bocas, aos dedos que trançavam-se entre os fios e puxavam a cabeça para trás. O corpo que buscava livrar-se dos meus braços e enroscava-se ainda mais a ele. A boca que deslizava pela nuca. O rosto delicado que ia contra a janela, sendo prensada com o meu. O quadril lascivo que simulava contra o relutante. O arfar que embaçava o vidro. Junto ao mover da cabeça como se implorasse que não. Ela empurrava o corpo como podia para receber um novo empurrão contra o vidro. A mão que num vacilo me marcava o rosto num arranhão de fera. Mãos erguidas, seguras e sustentadas.
- Quieta! Ou terei que mostrar como se abaixa a cabeça hm?
O arrepio que ela sentia com a minha voz, que negava com aquela boca deliciosa a proferir palavras e palavrões. Retirei a gravata. O nó seguro que prendia as mãos ao alto. Pernas que dançavam na tentativa de soltar-se.
- Solte-me!! Estou mandando!!!
O sorriso que brotava em meu rosto com a “ordem” e quem era ela para ordenar-me alguma coisa? Sorri, erguendo a saia, exibindo a calcinha a adornar a bunda. Deliciosa, de curvas meticulosamente perfeitas e o tapa. O tapa que deixava a marca dos dedos. Ela gritava. O som do rasgar daquela blusa de botões a amordaçar os lábios róseos. Ela debatia-se. Gemia algo inaudível tentando soltar-se em vão. A blusa rasgada exibindo o soutian meia taça branco.
- Shhh.. não mandei que falasse.. – O tapa dado ao rosto. A marca devolvida e o olhar revoltado que enfrentava o meu. A minha mão a delinear o rosto, a descer pelo pescoço num apertar suave. Deslizar pelo colo arfante e que se debatia insistentemente, puxavam de uma vez o tecido branco exibindo os mamilos rijos.
- Safada...
A voz dita novamente num tom brando e morno.. quando os lábios tomavam os biquinhos intumescidos e sugavam com vontade de uma forma deliciosa e pecatória. A língua a brincar com eles antes que os dentes os marcassem definitivamente, os olhos dela se fecharam num espasmo que o cheiro entre as pernas denunciou quando ela as apertou antes que amolecessem por completo.
- Gostosa..
E os dedos que seguiam para a saia, enquanto a cabeça da rosa meneava negativamente a respiração implorava por meus dedos. Implorava por ver-se livre daquele tecido branco de lateral fininha. Meus dedos hábeis que deslizavam por cima do tecido molhado. Meu sorriso que buscava a boca amordaçada, minha língua que deslizava por ela.. O rosto que buscava fugir do beijo escravo. E cedia a gemidos quando a boca e a língua encontravam o lóbulo e sugavam.. chupavam.. adentravam.. contornavam. Mordiscavam, seguiam ao pescoço. Mordiam, marcavam. E os dedos a brincar sobre aquele melado que brindava o fundo da calcinha. A luz da ausência do túnel.. os olhos que buscavam os meus. As mãos que já não tentavam soltar-se mas sim apertavam-se entre os dedos numa tentativa nula de conter seus espasmos que contraiam a vagina. A escuridão de um novo túnel, o ruído e a dor do tecido rompido. Os dedos que tocavam sem o tecido por sobre. Que abriam, que exploravam, que sentiam, umedeciam e brincavam com o clitóris, rodeavam, melavam inteiro deliciosamente enquanto as pernas apertavam-se na tentativa vã de impedir o toque intimo.
- Abre.. eu to mandando. Abre ela pra mim. È o que mais quer. Sentir um pau dentro dela, rasgando ela inteira, minha putinha agora vai.. abre esta porra agora vai..
Um choramingo, e as pernas que começavam a ceder, e voltavam a fechar num ímpeto. Dedos que forçavam o caminho e em um massagear encontravam a entrada. A penetração. O mover contínuo dentro da umidade o meu corpo tão perto os olhos buscando os dela. A boca entreaberta a beijar-lhe o rosto.. a mordisca-lhe o queixo. O estremecer do corpo dela novamente, as contrações que aumentavam, o rosto crispado, orgasmo fulminante que vinha devastador. E eu parava. Os olhos que se abriam de uma única vez buscando os meus. E eu? Me afastava. Deixava aquela mulher descaradamente deliciosa presa ao suporte elevado saia erguida até a cintura, blusa rasgada, cabelos desgrenhados. Olhos lascivos e aqueles óculos a me despertar insanas fantasias. Ela implorava com os olhos. Não queria mais parar.. as pernas entreabriam Exibiam. Pediam. O ruído do zíper, meu pau rijo e latejante exibido diante dos olhos suplicantes da minha nova flor.
- Você quer não é? Quer senti-lo foder você não é, minha rosa? Então pede.. pede pra enfiar ele nessa bucetinha molhada que você tem, pede...
A diversão de ver a garota tentar implorar com aquele tecido entre os lábios que não deixava que proferisse sequer uma vogal. O peito arfante, o debater-se, a fisionomia de quase choro. Eu sorri. Deixei meu corpo ir, meu pau encaixar-se entre as pernas e ela ansiosa envolveu-me pela cintura. Afastei, o novo som do tapa dado no rosto.
- Não mandei que me agarrasse sua vadia! Solte! Vai aprender a obedecer...
A provoquei, com a glande a deslizar na entrada.. a perna erguida por uma mão, o quadril que ela tentava inutilmente mover na direção da glande.. e eu afastava. Deslizava pelo clitóris, introduzia a pontinha apenas. A luz e os olhos crispados, os gritos quase roucos amortecidos pelo tecido. As forças nos braços que ela perdia e quase caia. Exibia para ela. Os olhos hipnotizados pareciam querer saltar sobre meu pau. Sequer deixava de olha-lo.
- Quer chupa-lo? Hm? Quer? Quer sentir ele gozar na sua boquinha? – sorrisos.. e desesperos, eu a virei. O rosto que novamente encostava-se no vidro. O quadril levemente elevado que ela movia. Retirei o cinto. O som do couro marcando a pele. Marcando em linhas grossas a bunda.. O liquido que ameaçava escorrer entre as pernas. Ela suava. O quadril parava o mover, o rosto esfregava-se nos braços erguidos. Estava fora de si.Ofegante, entregue. Encostei meu pau na entradinha. Sentindo cada contrair que a fenda fazia na glande. Implorando, convidando, pedindo. Mas ela se manteve parada. Embora o corpo inteiro tremesse na ansiedade, ela havia aprendido que não seria quando ela quisesse.. e sim, quando eu quisesse.
- Agora vem.. chupa meu pau com essa bucetinha molhada, vem...
E veio, engoliu com uma volúpia inicialmente temerosa, apenas o inicio. E introduzi por completo. O rosto empurrado contra o vidro parecia perder o ar dos pulmões. Ao sentir o deslizar inteiro do membro dentro dela. O cinto que era passado pelo pescoço como uma coleira e puxado, minando o ar em cada estocada violenta que meu corpo fazia contra o dela. Os olhos dela fechados.. os meus contra o vidro a observar aquela expressão rendida de dor e prazer. Escorregava com facilidade nas contrações que ela fazia ao me sugar. Os tapas no glúteo, os cabelos puxados para trás, A coleira improvisada, os dedos que tocavam o clitóris e masturbavam.
- Não.. não goza ainda, minha putinha.. não goza ainda..
Ordenava e ela tentava.. empurrava o rosto contra os braços. Veias do pescoço alteradas batia as mãos contra o ferro quando meus dedos apertavam o pequeno ponto rijo e umidecido. Baixei a mordaça, a voz tremula que saia implorando.
- Me deixa gozar.. pelo amor de deus.. senhor.. me deixa gozar.. deixa?
Ela pedia numa vozinha tão meiga, doce e rendida.. Eu sorri sem parar aquele ir e vir agonizante. O membro inflando dentro daquela umidade quente Rijo em movimentos violentos que a boca descoberta denunciava em gemidos altos.. pernas que tremiam e deixei que o corpo debruçasse sobre o dela.
- Goza minha rosa.. goza minha putinha.. mela o meu pau inteirinho agora vai.. goza..
O gemido que poderia ser escutado no primeiro vagão daquele trem. Junto ao liquido que escorria pelas pernas. Um gozo de mulher, um gozo ejetado que me molhou as calças e o membro inteiro. O corpo estremecido que já sem forças ameaçava cair e era sustentado pela minha mão de modo a manter o ir e vir, o meu próprio prazer anunciado, mãos soltas do suporte metálico no alto e o corpo dela que caia quase desfalecido. Os olhos fixos no membro rijo.
- agora chupa.. anda.. me chupa bem gostoso até me fazer gozar.. vai..
E ela fez. Ofegante e com mãos tremidas o segurou e o chupou, com lambidas na ponta, com dentes a roçar, com engolir por inteiro. Com batidinhas no rosto, com carinhos feitos ao testículo. Com mãos a me arranhar a coxa por cima da calça.
- Assim? Vc gosta assim, senhor? Eu estou fazendo certinho?
Indagava daquele delicioso jeito submisso, com a boca grudada à glande.
- Me chupa..
Ela o fez. E não foi preciso muito para que o prazer explodisse em largos jatos melando o rosto por inteiro daquela altiva mulher. Engoliu o máximo que pôde, deixou que escorresse pelos lábios para sujar o rosto inteiro, cabelos. O túnel.. a luz que se extinguia enquanto ela deliciava-se em lamber os dedos como uma gatinha. Os olhos pedintes a encontrar os meus antes da escuridão. A luz a voltar, ela a procurar, um cartão a seus pés, meus pés pelo corredor. O bilhete do trem que dançava em meus dedos indicavam cabine 215. Nos dedos dela um papel papiro Henrick Kock, um telefone. Abria a porta da cabine que meu bilhete mandava. Uma jovem, de longos cabelos loiros sentada comportadamente a olhar a paisagem assustava-se.
- Perdão.. não sabia que a cabine estaria ocupada... – a voz delicada falava temerosamente.
Eu sorri.
- Não por isso. Seja bem vinda à minha cabine.